
Everything Must Go , Top Surprise’s debut, was produced by Le Almeida (Coloração Desbotada) and Paulo Casaes (Fujimo) during two drunken days at brothers Andre and Daniel’s apartment. Vocals were recorded in the bathroom, guitars in the living room and drums in dad’s bedroom, to the neighbors’ despair. The results sound as strong as any recent “shitgaze” record you’ve heard — but with a subtlety only someone who worked as a telephone operator could conceive. Hysterical guitars and joggly drums explode into the songwriting, with female backing vocals resembling bees inside the speaker. From the obvious admiration of American college rock to hints of post-punk, the EP ends with a folk-tinged incursion into Jeff Mangum/Elliott Smith territory.
Everything Must Go, estréia do Top Surprise, foi produzida por Lê Almeida (Coloração Desbotada) e Paulo Casaes (Fujimo)em dois dias de bebedeira no apartamento dos irmãos André e Daniel. Vocais foram gravados no banheiro, guitarras na sala e bateria no quarto do pai, para desespero dos vizinhos. O resultado soa tão forte quanto qualquer álbum recente rotulado como “shitgaze” – mas com um requinte estético que só quem trabalhou no ramo do telemarketing poderia conceber. Guitarras histéricas e batidas indelicadas explodem sobre as composições, com backing vocals femininos assemelhando-se a abelhas dentro das caixas de som. Da óbvia admiração pelo college rock americano a toques de pós-punk, o EP termina em uma incursão ao território de Jeff Mangum e Elliott Smith.
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Eu eu mesmo e os vários beijos cafeinados merges layers of distortion with gauzy pop melodies. Coloração Desbotada, however, isn’t another ethereal band emulating My Bloody Valentine. Despite the shoegazing references, Coloração relates more to american groups such as Pixies, Built To Spill and Gumball, as well as canadian favorites Eric’s Trip. Another strong influence is Guided By Voices, noticeable in the short songs and lo-fi production (the EP was completelly recorded using just one poor old PC mic). Lê Almeida, the guy behind Coloração, has even organized a brazilian tribute to Pollard’s group.
Eu eu mesmo e os vários beijos cafeinados une camadas de distorção e ruído a melodias pop. Não se trata, porém, de mais uma banda etérea emulando o My Bloody Valentine. Apesar dos ecos shoegaze, a Coloração Desbotada está mais ligada a guitar bands como Pixies, Built to Spill, Gumball e Eric’s Trip, bem como ao Guided by Voices — evidente nas canções curtas e na produção lo-fi. Não à toa, Lê Almeida, o homem por trás do grupo carioca, é o organizador do tributo brasileiro à obra de Robert Pollard.






